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LOSE, Alícia Duhá; MAZZONI, Vanilda Salignac de Sousa

PROJETO
MEMÓRIA EM PAPEL: 
MANUSCRITOS DA BAHIA COLONIAL E IMPERIAL
 

Este projeto foi financiado pela Secretaria do Estado da Bahia através do edital da Fundação Pedro Calmon, nº 05/2016, Setorial de Arquivo, com um apoio financeiro total de R$ 49.915,00. O objetivo foi recuperar 150 documentos multisseculares pertencentes a dois acervos – o arquivo histórico do Recolhimento dos Humildes (Hoje, Congregação de Nossa Senhora dos Humildes), de Santo Amaro, e o da Biblioteca Monsenhor Manoel de Aquino Barbosa (pertencente à Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia). São manuscritos de mais de 250 anos, escritos em tinta ferrogálica, apresentando marca d’água, filigrana, o que comprova a sua antiguidade e sua raridade, mas que apresentavam avançado estado de degradação, acidez e manchas de umidade, necessitando de imediata intervenção.

 

Optamos pela descrição semidiplomática, aquela que mantém a língua portuguesa utilizada na época, mas desdobram-se as abreviaturas objetivando facilitar a leitura por parte dos pesquisadores. Os critérios adotados foram:

 

Toda a sua execução, seja o restauro ou transcrição, foi feita entre 2016 e 2019 e realizada no Ateliê de Conservação e Restauração Memória e Arte, situado em Salvador, Bahia.

FUNDO DOCUMENTAL RECOLHIMENTO DOS HUMILDES

Fundado em 1792, o Recolhimento dos Humildes foi legalmente autorizado em 1817, como centro de educação feminina, pelo Padre Ignácio de Inácio Teixeira dos Santos e Araújo, na cidade de Santo Amaro, Bahia. No ano de 1927, o espaço deixou de ser Recolhimento e foi elevado à categoria de Congregação, pela qual a escola é mantida até os dias atuais. Neste acervo, encontramos documentos de assuntos variados, como textos de fundação da instituição, as regras e normas de conduta das Recolhidas desde a fundação, testamentos das Irmãs Recolhidas; certidões de batismo; certidões de óbito das Recolhidas; registros civis; escrituras de casas e terrenos doados à instituição; cartas, etc. Em um total de 80 documentos escolhidos pelo estado de conservação, privilegiaram-se os mais degradados para imediata proteção – Cartas de Dom Romualdo Seixas, Arcebispo da Bahia; Documentos variados, como testamentos, escrituras de compra e venda, escritura de doações, documentos jurídicos. Em projeto anterior, foram restaurados outros 104 documentos.