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LOSE, Alícia Duhá; MAZZONI, Vanilda Salignac de Sousa; SILVA, Jorge Augusto Alves da (Org.)

Memória Literária Feminina:
inventário da Revista “A Paladina do Lar”

Salvador: [Memória e Arte]; Quarteto, 2010. 142 p. 


A revista A Paladina do Lar é um periódico bastante procurado na Biblioteca do Mosteiro de São Bento, onde se encontra, provavelmente, a única coleção completa do periódico. Além do estado de conservação do suporte, colaborou também para motivação desta publicação a escassa referência existente sobre a produção da imprensa feminina brasileira no início do século XX. Pensando nessa preservação e objetivando comemorar em 2010 o centenário da revista, fez-se o presente inventário, levantando os textos (sejam escritos por homens ou mulheres), as datas, o gênero, a autoria e a página em que se encontram. Identificam-se como editorial o texto que abria a revista; artigo texto não literário ou científico e conto, textos literários quando não havia especificações de que eram trechos de um romance. A coleção da revista A Paladina do Lar, periódico feminino publicada na cidade do Salvador, no início do século XX, é composta por 96 exemplares, publicados entre os anos de 1910- 1917, inicialmente pela Tipografia Salesiana e, posteriormente, pela Tipografia Beneditina. Tendo diagramação relativamente similar ao longo dos sete anos de publicação, por algumas vezes o periódico sofreu pequenas alterações, principalmente no que diz respeito ao desenho da capa e à cor da tinta utilizada para imprimir os textos de cada uma das partes. O título também foi alterado após dois anos de publicação, inicialmente, chamando-se apenas A Paladina, passando, em 1912, a chamar-se A Paladina do Lar. Os números saiam com frequência mensal, tendo, em média, cada número 30 páginas, encadernadas em brochura, com capas de papel em gramatura média. A segunda capa apresentava o EXPEDIENTE, onde são expostas as condições de assinaturas e de anúncios. Na terceira e quarta capas apresentavam-se os anúncios dos “patrocinadores”, que, em geral, eram profissionais liberais de carreiras respeitáveis pela sociedade (médicos) e “commercios”, de algum modo, relacionados à sociedade católica. Como se disse, colada antes do início do primeiro caderno, apresenta-se uma folha avulsa, com o retrato de uma criança, encimada pelo nome da criança e a indicação de sua paternidade. Abaixo da foto, lê-se, sempre um poema, com a respectiva indicação de autoria. Nas raras exceções em que não se apresenta o retrato da criança, sem seu lugar são impressas imagens de Nossa Senhora e de Jesus Cristo. Todas estas características gráficas, acompanhadas dos textos repletos de ideologias, inserem perfeitamente a revista A Paladina do Lar ao padrão de periódicos de seu tempo. Desta forma, esta obra interessa a variadas áreas, como: história, letras, estudos de gênero, literatura, biblioteconomia, teologia, entre outras.